Valinhos/SP -

segunda-feira, 4 de julho de 2011


193, ABRAÇOS AOS BOMBEIROS

Foi logo após ser reeleito no ano 2000, que o prefeito Vitório Antoniazzi providenciou a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros em Valinhos. É bom que se diga isso porque no próximo ano, tempo de campanhas e eleições, vão aparecer muitos “responsáveis” pela instalação dessa unidade entre nós. Mas é compreensível, pois como temos hoje poucas realizações na cidade, as boas obras do passado acabam sendo “adotadas” por quem nada teve a ver com elas. Aliás, recentemente, um vereador andou divulgando que ele e uma deputada muito fizeram por nossa Corporação, dando a impressão de que a trouxeram para Valinhos. Só se providenciaram novos uniformes, mais conforto em suas instalações e equipamentos o que, aliás, sempre é preciso fazer. Sempre é preciso acompanhar as necessidades de nossos bravos bombeiros porque calamidades também sempre acontecem.
Dia 2 de julho comemora-se o Dia do Bombeiro. Foi nesse dia, em 1856, que um Decreto Imperial criou no Rio de Janeiro o Corpo de Bombeiros Provisório da Corte. Em 1880, passou a ter organização militar e em 1913 o serviço de extinção de incêndio, feito por meio de veículos com tração animal, foi substituído por viaturas motorizadas equipadas com mangueiras. Hoje, os bombeiros se utilizam de carros, helicópteros e barcos, equipados com rádio. Trabalham no céu, na terra e nos rios e mares. E lembrar que no séc. XVIII, em Paris, as mangueiras eram de couro, várias partes unidas por um anel de metal!...
Trata-se de um trabalho heróico, que exige fibra, coragem, fé e amor ao próximo. Quem não se lembra da emocionante dedicação que demonstraram naquelas tragédias paulistanas de 1972 e 1974? Morreram mais de 200 pessoas nos pavorosos incêndios dos edifícios Andraus e Joelma. O primeiro, com 31 andares, o segundo com 23. Muitas vidas puderam ser salvas, e mais não foram porque os próprios edifícios não tinham as saídas externas que hoje são obrigatórias. Mas, durante a tragédia, milhares de pessoas postadas nas calçadas rezavam para que os bombeiros pudessem chegar cada vez mais perto das pessoas presas pelas chamas. Eles, e Deus, a única esperança.
Deixo aqui meu abraço a esses bravos profissionais, que são servidores militares federais e estaduais, segundo reza nossa Constituição. E que o Poder Público não lhes deixe faltar nada.

Matéria divulgada no Jornal Terceira Visão - 01/07/2011