Valinhos/SP -

segunda-feira, 27 de junho de 2011

NOSSO ITALIANISMO E OUTRAS TRADIÇÕES


Estive na Câmara Municipal em um evento da Associação Cultural Ítalo-Brasileira de Valinhos, da qual sou sócio, e fiquei entusiasmado com a presença de tradicionais famílias descendentes de italianos, que foram responsáveis pelo surgimento de nossa Associação. Deu para perceber a força do italianismo na cidade, o amor às tradições, o desejo de que acontecimentos assim se repitam para que as pessoas se reencontrem.
É claro que nossa querida Valinhos é produto de descendentes de várias nacionalidades, a começar dos portugueses, que foram os primeiros proprietários de nossas terras. Que depois seriam ocupadas em grande parte por imigrantes italianos. Temos também a presença marcante dos filhos e netos de japoneses no Macuco, temos ainda sobrenomes alemães e árabes em nossa linha telefônica. Nosso mais importante estabelecimento particular de ensino, o Colégio Porto Seguro, tem orientação alemã.
Nos anos 80, me lembro de festas italianas em ruas de Valinhos e homenagens a famílias em nossa Igreja Matriz. Acho que a cidade comporta certas promoções que representem o congraçamento de descendências diferentes. Aqui perto, em Indaiatuba, por exemplo, temos a Festa das Nações, com barracas que vendem produtos típicos de diversos países. Mas não é só isso. A cidade tem moradores que vieram de vários Estados do País: do Nordeste, do Sul, do Centro-Oeste. A agenda cultural valinhense pode comportar realizações festivas, beneficentes, que homenageiem famílias que vieram de diferentes partes do Brasil.
Quanto ao italianismo, torço, e quero ajudar, para que um dia nossa Associação tenha sua sede própria, mais alunos do curso de italiano, um local para reuniões e eventos. Tenho certeza de que se os descendentes de italianos forem chamados para erguerem uma sede própria, doações não vão faltar, desde cimento e tijolos, até móveis e utensílios.
A Região Metropolitana de Campinas, que engloba 19 cidades, tem cerca de 3 milhões de habitantes e, segundo o vice-cônsul em Campinas, Álvaro Cotomacci, um terço da população descende de imigrantes italianos. As relações comerciais entre Brasil e Itália são fortes, basta ver o trabalho da Câmara de Comércio Brasil-Itália, que presta toda orientação para quem queira importar ou exportar seus produtos.
Com base no que vi na Câmara Municipal, na bela reunião de homenagem a famílias, vejo que precisamos despertar esse italianismo dormente. Ele pode fazer muito mais pela cidade.