ALÉM DO TRANSITO, BURACOS
Ruas e avenidas de Valinhos parecem colchas de retalho, cheias de remendos desnivelados. Ou uma peneira. Totalmente esburacadas. Não é possível que as chuvas de verão e agora as de outono sejam culpadas de tudo, a não ser que nossos serviços de pavimentação sejam improvisados. Um bom asfalto, assentado sobre base forte, não sofre os danos da chuvas. A não ser que esteja em locais de enchente – problema este, aliás, que parece eterno na cidade.
Nossa mais longa avenida, a Joaquim Alves Correa, é um exemplo de irregularidade e de remendos. As obras da Rodovia dos Andradas estão como as andorinhas (vêm e vão). Agora, parece que a coisa vai andar, já que metade da pista está recebendo recapeamento. A rodovia Flávio de Carvalho é outro exemplo de obras retardatárias, que só acontecem quando já não há outra saída. O abandono é geral em todos os cantos da cidade.
Trabalhos de recapeamento, quando iniciados, andam em ritmo lento, como se fossem planejados para serem entregues apenas no ano que vem, ano de eleições. Mas a população sofre com essa demora, e não aguenta mais essa inoperância. O dinheiro arrecadado com o IPVA, e que não é pouco, pois Valinhos é uma cidade das mais motorizadas, esse dinheiro tem que ser prioritariamente gasto com a manutenção das vias de trânsito e com sinalização, horizontal e vertical, embora possa ser utilizado também para outros fins. Assim, não se pode dizer que faltem verbas. Se não temos, proporcionalmente, o dinheiro que Vinhedo e Louveira têm, também não andamos com o chapéu na mão.
Por falar em Vinhedo, a Prefeitura local já foi penalizada por não tapar buracos que acabam por avariar a suspensão de um veículo. Foi em julho do ano passado, conforme notícia da Folha de Vinhedo, que um cidadão abriu processo contra a Prefeitura, porque uma das rodas de seu veículo acabou danificada por um buraco no meio do asfalto. Em 22 de janeiro último, a juíza Camila Rodrigues Borges Azevedo deu ganho de causa ao reclamante, Vergílio dos Santos, condenando a Prefeitura a pagar-lhe R$ 974,00, mais correção monetária. Motivo destacado pela juíza em sua sentença: “... por não conservar as vias públicas em perfeitas condições de uso, além de não proceder à sinalização para alertar sobre as péssimas condições de tráfego”.
Já pensaram se o valinhense recorrer à Justiça por causa das más condições de nossas ruas e avenidas? Já pensaram se isso vira moda? Vai ver que, se o valinhense recorrer, a administração tomará as medidas necessárias. Quando se fala em qualidade de vida, fala-se de tudo que proporciona ao dia a dia das pessoas facilidade, conforto, rapidez nos atendimentos, facilidade e segurança em sua locomoção. Não é justo que a Justiça, com tanto trabalho acumulado, ainda tenha que resolver problemas que é da alçada da Prefeitura.