DEU NA IMPRENSA: Matéria publicada nos jornais nos dias 26 e 27/11
A UPA vem aí. UFA!
“Deveríamos estar por estes dias comemorando a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento, conhecida como UPA. Trata-se de um grande benefício na área da saúde, que as cidades ganham de presente do Governo Federal. Brasília entra com o dinheiro e as cidades com o terreno. Valinhos ainda não construiu sua UPA e para isso não existe uma explicação convincente. Atualmente, anuncia-se o início das obras, quando na verdade, se tivesse havido boa vontade, deveríamos estar festejando o início dos atendimentos”.
Com saúde não se brinca e, nesse ano perdido, com certeza muitos atendimentos de urgência teriam sido feitos. Tomara que ninguém tenha sofrido males maiores por falta dessa Unidade de Pronto Atendimento. Já não bastam as filas de espera e as viagens para exames médicos em São Paulo?
Por que tanta demora? Primeiro porque a Prefeitura anunciou a construção ao lado da Santa Casa como manda a lei, depois o executivo mudou de idéia e alterou o projeto da obra no Parque Municipal, onde se faz a Festa do Figo. Cartazes foram colocados no local, anunciando a idéia. Mas isso começou a gerar descontentamento da população e até a Promotoria Pública andou sugerindo que ali não era um lugar adequado para atendimentos médicos de urgência. Já pensaram na dificuldade de se chegar a esse pronto-socorro em dia de algum evento no Parque? E o barulho? Ao que se sabe, tratamento de saúde exige silêncio, como mostram placas nas proximidades de hospitais.
O Plano Diretor de 2004 já deixou definido que o local de um futuro pronto-socorro deveria ser ao lado da Santa Casa, em terreno já destinado para esse fim, e de propriedade da municipalidade. Nada mais lógico do que instalar-se, lado a lado, dois estabelecimentos ligados à Saúde. A aberração é, de repente, misturar pronto-socorro com espetáculo de pagode e carnaval...
Mas, enfim, e ainda bem, que se entendeu agora o que deveria ter sido entendido um ano antes. Antes tarde, do que nunca, embora não se deva brincar com a saúde e o bem estar das pessoas.
Mas é por fatos assim que muitas administrações caem no descrédito e perdem a confiança de uma população. É por isso que muitas vezes as pessoas ficam abismadas com certos resultados mostrados nas urnas e recusam nomes conhecidos na política. Tomara que os erros, quando cometidos, sirvam para se refletir e chegar aos acertos. Um abraço.