Valinhos/SP -

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

Na questão do trânsito como em outras coisas, o Governo Brasileiro sempre procura um jeito de arrecadar dinheiro do contribuinte. Podemos observar as sinalizações nas rodovias onde a prioridade é colocar radares e não sinalizar corretamente.
A resolução 396 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), editada em 13 de dezembro último, chamou a atenção por ter dispensado a autoridade, com jurisdição sobre a via, de sinalizar a presença de radares fotográficos que fiscalizam o limite de velocidade. Trata-se de um retrocesso em relação ao que ocorre em vários países. Na maioria dos casos existe um aviso de que a estrada ou trecho urbano conta com fiscalização, sem outros pormenores.
Os órgãos responsáveis por cuidar do trânsito consideram que é mais barato multar do que educar a população. O mesmo podemos ver nas cidades como a nossa que a autoridade responsável prefere encher as ruas e avenidas com lombadas, que acabam causando danos aos veículos, em vez de educar o cidadão.
No Brasil, resoluções anteriores do próprio Contran (agora revogadas) regulamentavam rigidamente, com sinalização explícita, a distância entre a placa de sinalização do radar e a localização deste. Também proibia que radares ficassem escondidos em viadutos, muretas e armadilhas do tipo. A nova resolução não deixa claro se os dispositivos precisam ficar à vista dos motoristas.
Quando vemos notícia de que o Brasil passou a ser a sexta economia do mundo e coisas como as questões da falta de educação para o trânsito, dentre outras, é que tomamos consciência de quanto estamos atrás dos países desenvolvidos.