DEU NA IMPRENSA: Matéria publicada Folha e Noticias de Valinhos:
Religiões são estradas de mesmo destino.
O pesquisador do IBGE, depois de perguntar-me quantas pessoas moram em minha casa, se a casa é mesmo minha, quanto ganho e outras questões, quer também saber qual a minha religião. O censo está levantando o máximo de detalhes para compor os variados perfis sócio-econômicos do brasileiro, além da tradicional atualização do número de habitantes das cidades e do País. Qual a minha religião? No momento da resposta, tive vontade de me alongar, me estender no assunto.
Acho que as várias religiões, crenças ou seitas, procuram o mesmo destino, cada uma em sua própria estrada. O homem, por ser finito, por não ser dono sequer de seu próprio corpo, por não saber responder a certas perguntas espirituais ou filosóficas, curva-se à existência de algo superior, de uma inteligência superior, de um criador supremo. Cristo, Maomé, Buda, Moisés ou Confúcio foram e continuam sendo líderes espirituais, fundadores de religiões, se bem que o confucionismo não tem templo, o templo é a própria casa da família e seu pastor, que transmite os conhecimentos trazidos de geração a geração, é o pai. Todas essas estradas, a meu ver, buscam o ser supremo, o Pai Celestial. E estimulam a uma vida correta, meditativa e respeitadora dos homens e da natureza.
Minha estrada é o catolicismo. Sou Católico Apostólico Romano. Dos tantos e riquíssimos ensinamentos bíblicos, sempre proclamei como um dos principais mandamentos o que nos manda amar ao próximo como a nós mesmos. Se as sociedades cuidassem dos homens, respeitando-os, atendendo suas necessidades, todos teriam paz. ‘Vai em paz!” sempre foi um desejo ao próximo, quando os essênios se despediam de alguém. Os essênios, como sabemos, viveram durante trezentos anos às margens do Mar Negro, eram uma comunidade meditativa e dedicada à lavoura. Foram conhecidos como ‘terapeutas’. Pessoas que curam.
Todas as religiões estimulam a busca da paz, por estradas a um tempo diferentes e semelhantes, pois se encontram no fim. Que é o ser supremo. A paz só se constrói com dedicação. É um exercício diário. No que tange aos governantes, podem promover uma paz perene, desde que governem para o povo, para os humildes, os mais necessitados, os que mais precisam. Que instruam a juventude, que orientem para uma vida saudável, livre dos fantasmas de AIDS, drogas, abortos, orfandade, fome, desabrigo e outras desgraças. Que não foram criadas por nenhuma religião!
Todas as religiões estimulam a busca da paz, por estradas a um tempo diferentes e semelhantes, pois se encontram no fim. Que é o ser supremo. A paz só se constrói com dedicação. É um exercício diário. No que tange aos governantes, podem promover uma paz perene, desde que governem para o povo, para os humildes, os mais necessitados, os que mais precisam. Que instruam a juventude, que orientem para uma vida saudável, livre dos fantasmas de AIDS, drogas, abortos, orfandade, fome, desabrigo e outras desgraças. Que não foram criadas por nenhuma religião!