Valinhos/SP -

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Unidos somos mais fortes!
Ah, se a população brasileira fosse capaz de se unir sempre, como faz quando joga a seleção! Imaginem esse universo de bandeiras esparramando-se pelo País, em passeatas, sempre que viesse de Brasília, de outras capitais ou cidades do Interior mais uma notícia sobre corrupção, desvio de dinheiro público, malversação de verbas... Esses verdes mares bravios de nossa terra poriam em alerta o continente, ou contingente, de maus brasileiros e a voz da arquibancada faria tremer consciências!
A seleção brasileira de futebol, ainda que composta por jogadores que atuam fora do País, tem o mágico poder de congregar. Quando entra em campo, o brasileiro se sente forte, poderoso, respeitado pelo mundo inteiro. Brasilllll! Se as vuvuzelas de nossas gargantas ecoassem em protesto contra os maus tratos que vêm de cima há décadas, é possível que até a fortaleza dos absurdos juros bancários balançasse como as redes na hora do gol. Os preços talvez não subissem sempre que chega o 13º salário, ou um aumento do salário mínimo ou da pequena aposentadoria.
Não se trata aqui de estimular nada parecido com a desobediência civil, isto é, aquela desobediência para a qual se ninguém pagar um determinado imposto este imposto cairá. A seleção, afinal, não estimula ódios, não prega diferenças de classes, ou anarquia, mas união produtiva, milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração. Quando Pelé fez o milésimo gol da carreira, chorou, e cercado por um mar de microfones apenas pediu que Deus e os homens protegessem nossas criancinhas, às quais dedicava sua marca histórica.. Ah, se a cada vitória de nossa seleção, nossos jogadores pedissem menos corrupção no País!
Que a seleção vença na África do Sul e estimule o povo brasileiro a grandes vitórias são os meus desejos.