Valinhos/SP -

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dica do Mês

Um clube para dançar como se dançava antes...
Os novos moradores de Valinhos, principalmente os de condomínios, talvez não conheçam alguns tradicionais endereços de lazer na cidade. Por isso, perdem a chance de passar agradáveis momentos e de fazer novas amizades. Um desses locais, que merecem ser conhecidos e freqüentados, é o Clube da Velha Guarda. Foi organizado por pessoas que sempre gostaram de bailes e orquestras mas que estavam cansadas dos ritmos e da ‘pauleira’ dos anos 70.  Podiam apreciar o rock, twist e a bossa nova, mas também sentiam falta de boleros, tangos, valsas, calypsos e cha-cha-chas.
Esse grupo organizou-se e conseguiu, por gentileza de Guilherme Mamprim, um espaço nos salões do Hotel Fonte Santa Tereza. Começa assim a surgir o Clube da Velha Guarda, devidamente fundado em 8 de agosto de 1976.
“Dance com a gente” – Quem conhece os bailes do clube, que em 1988 passou a ter sede própria em uma área de 20 mil metros quadrados, sabe que nele vai encontrar pessoas de todas as idades, que lá chegam para conversar e dançar, tomar um aperitivo, experimentar um tira-gosto, relaxar. “Vem dançar com a gente”, é um pedido distribuído periodicamente em folhetos. No salão só não são vistos tênis e minissaias, que aliás são proibidos. O espaço pode abrigar 150 casais e tem palco para cantores, bandas e orquestras, bar e mesas ao redor da pista.

Mafaldo Barchesi - Presidente do Clube da Velha Guarda de Valinhos

Programação – O presidente do clube, Mafaldo Barchesi, informa a quem queira ser sócio, que a mensalidade é de R$ 15,00 (quinze reais). O clube também pode ser alugado para eventos de confraternização, aniversários e casamentos. As ‘domingueiras” são as noitadas de todos os domingos, das 19h30 às 23h00. O ‘Baile do Mês’ sempre é abrilhantado por uma boa orquestra da região: são músicos de Caieiras, Campinas, Limeira, Hortolândia e outras cidades. Esses bailes mensais, que vão das 21h às 2h, estão programados para 5 de maio, 12 de junho, seguindo-se a Noite Julhina em 17 de julho, o Baile de Aniversário em 7 de agosto, Bailes do Mês em 18 de setembro e 9 de outubro, Festa Havaiana em 20 de novembro e a Festa de Confraternização, em dezembro, em data a ser escolhida.

Baile Italiano - muita alegria e descontração


Endereço - O Clube da Velha Guarda está localizado na Rua Vitaliano Pelegatti, 340, ao lado do Hospital Galileo, na divisa com Vinhedo e o telefone para  contato é 3849-3267.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Modernidade na Administração Pública
Desde a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em maio de 2.000, lei que regula as finanças públicas, não permitindo que prefeitos e governadores endividem as cidades e estados - principalmente em último ano de mandato -, técnicos e especialistas em finanças e administração públicas vêm afirmando a necessidade de se eleger pessoas preparadas tecnicamente para gerenciar principalmente as prefeituras.
Após praticamente dez (10) anos de implantação, essa lei de fato teve o mérito de estancar os endividamentos. Por outro lado, as prefeituras de um modo geral não se prepararam para a modernidade na administração, tornando-se máquinas pesadas, empreguistas, onde tudo é demorado, sem agilidade no atendimento. Máquinas que cobram um absurdo por uma simples certidão, e nos submetem à demora da burocracia.
Quando isso acontece, os primeiros a serem criticados são os funcionários, sejam concursados ou não, quando, na verdade, os principais responsáveis são os gestores, cargos de confiança, alguns apadrinhados sem a devida competência para a função. Muitos não sabem sequer o que é reengenharia ou métodos e procedimentos, quando na verdade é o que mais falta nesses órgãos.
Alguns estados, como São Paulo e Minas Gerais, vêm desenvolvendo um trabalho evolutivo de gestão praticando reengenharia com ajuda da informática, o que não tem acontecido na grande maioria das prefeituras, inclusive em nossa cidade.
Aqui se faz necessário e urgente um choque de gestão, em todos os órgãos. É preciso agilizar os procedimentos para o público em geral, repensar o modelo, equacionar o plano diretor com as reais necessidades e possibilidades do município, reorganizar urgentemente todo o sistema viário, definir sua vocação, voltar a ter qualidade de vida, que estamos perdendo de forma assustadora, entre outras ações necessárias, de curto, médio e longo prazo.
E que não venham alguns políticos conhecidos dizer que choque de gestão é corte de pessoal. Muito pelo contrário, é dar aos funcionários condições dignas de trabalho, é recapacitá-los e aproveitá-los segundo sua qualificação profissional, oferecendo-lhes a possibilidade de crescimento profissional interno, devolvendo-lhes o orgulho de servir com presteza seu povo e a comunidade em geral.
O dinheiro melhor gasto sempre será em recursos humanos, seja em que atividade for, na empresa pública ou privada. Cotidianamente temos notícias de desperdícios do dinheiro público com superfaturamento, desvios, contratos mal elaborados, falta de gestão por incompetência ou interesses. Esses desvios sim, tornam a máquina onerosa financeiramente.
Não é verdadeiro que o servidor público não trabalha ou não quer trabalhar. O servidor quer trabalhar, mas quer que seu trabalho seja reconhecido e valorizado, que a dinâmica do seu trabalho seja observada e que tenha plano de crescimento profissional, para que possa buscar novas oportunidades, e não saber que, naquela função, o que o espera é somente a aposentadoria.
Modernidade administrativa envolve muitas e múltiplas ações, porém existe uma sem a qual é impossível obter qualquer resultado positivo: é o cuidado com o ser humano, o funcionário (a) que precisa estar motivado, ter prazer do seu trabalho e ser reconhecido.
Somente com ações concretas e inovadoras manteremos os funcionários públicos motivados, seja quem for o prefeito, porque não é só de dinheiro que vive o ser humano.
 
A JUSTIÇA FOI FEITA
No mês passado a Câmara Municipal aprovou por unanimidade as contas do então prefeito Vitório Antoniazzi do ano de 2004, fazendo justiça e passando para a história também, como o prefeito que teve as contas de todos os anos de sua administração aprovadas.
Somente cinco anos depois se deu a sua aprovação, e parte desses anos houve muita exploração política, rejeição por comissões, muita falação sobre um homem indefeso por problemas de saúde.
Quem conheceu e acompanhou a carreira política de Vitório, sabe de sua lealdade e o amor que tinha pelo seu povo. Ele, sim, cumpriu sua missão.
Nós, seus seguidores, estamos felizes e aliviados. Continuaremos seguindo seu belo exemplo de vida e de homem público.
Falar de Vitório é lembrar da boa política, de honestidade. Enfim, a justiça foi feita para sempre.
Tempo de alegria

Praça Washington Luis

Em outubro de 1999, durante a segunda administração do prefeito Vitório Antoniazzi, a semana da criança sempre proporcionava alegrias. Nesse ano, como mostra a foto, a Praça Washington Luis se transformava em encontro de famílias, das crianças com os pais. Os tanques e a fonte se transformavam em piscinas, onde todos podiam se refrescar e comemorar o Dia da Criança. A praça oferecia mais: parquinhos, barraquinhas com guloseimas, um mágico... E a criançada vivia muito feliz o seu dia da Criança.
A Praça Washington Luis pode voltar a ter vida e ser um ponto de encontro da família valinhense. Basta um mínimo de vontade do Poder Público, que poderia conseguir com muita facilidade parcerias para humanizar o local.
A PRAÇA E A JUSTIÇA


Neste mês de abril estamos comemorando 10 anos da inauguração da Praça 500 anos na Avenida dos Esportes, inaugurada em 2000 pelo prefeito Vitório Antoniazzi.

Praça Brasil 500 anos

Uma área até então mal cuidada e cheia de valas, transformou-se num cartão de visitas, tornando-se um amplo espaço para caminhadas, lazer e muita vegetação, ponto de encontro das pessoas, e um bom espaço para os pais levarem seus filhos para brincarem.
Este espaço veio a se somar à bela alameda de palmeiras idealizada anos antes pelos arquitetos Maria Amélia e Ricardo Leite, hoje uma beleza que encanta e dá mais vida àquela região.
Que esta praça nos trouxe beleza e benefícios é um fato, porém requer um pouco mais de atenção dos órgãos responsáveis, porque o canal que passa ao lado está praticamente sempre sujo, o painel que indicava as horas e a temperatura está desligado hà alguns anos. Não entendemos por que o obelisco, marco maior da praça, está pedindo manutenção e pintura e os bancos também.
Um fato curioso que não pode ser esquecido é que durante a construção da praça e por muitos anos após sua inauguração, a oposição da época criticava semanalmente através de jornais a falta de sanitários públicos, tentando talvez minimizar o sucesso e a conquista daquele espaço. Os anos se passaram. Aquela mesma oposição, as mesmas pessoas, estão há mais de seis anos no poder e até hoje não fizeram os tais sanitários públicos. Não sabemos se tecnicamente deveria ter sido realizada a construção dos mesmos, mas ficou muito clara a forma nada aconselhável de fazer política, induzindo a população a ficar contra a realização deste lindo projeto.
Administrar uma cidade é também ter horizonte de futuro, aplaudir as boas práticas, conservar o que foi feito e melhorar se possível, porque tudo que se faz é do povo e para o povo. As palavras “eu fiz” não podem existir mas sim, “nós fizemos”, porque ser prefeito é estar prefeito. O tempo não para e é finito, por isso...
A cidade esquecida
Há duas Valinhos em uma só. A bela e confortável, formada pelos condomínios, que cuidam de seus próprios problemas e rendem gordos IPTUs para a prefeitura, e a Valinhos da periferia, que também paga IPTU mas vive em esquecimento e desconforto.

Quem passa pelas divisas dos bairros Paraíso, Maria Rosa, Centenário e Nova Colina pode assistir a um espetáculo de perigos e ameaças. Fala-se em combate à dengue, mas na esquina das ruas Augusto Tassi e Álvaro Ribeiro, poças d’água se eternizam entre as saliências do asfalto. A vinte metros dessa esquina, começa a rua Lucia Centioli, que é uma perigosa ladeira que vai até a Escola Infantil do bairro: a população pede há tempos a construção de lombadas, do contrário logo teremos notícias de atropelamentos de crianças. Mas as lombadas não chegam.



Rua Lucia Centioli (Falta Lombada)

Não longe dali, na Praça Engenheiro Luis de Camargo Penteado, o riacho vai derrubando barrancos e o muro de proteção já caiu. A erosão está a quatro metros do asfalto. Esse riacho terá que ser canalizado, pois mais adiante postes também correm o perigo de cair.


Riacho da Praça Engenheiro Luis de Camargo Penteado

É preciso pensar nessa outra Valinhos. O povo está cansado de poças, matagais, erosões e lixo. IPTU deveria se chamar Imposto Para Trabalho Urgente...